Ansiedade
A ansiedade é uma emoção (secundária) que todos experienciamos em qualquer momento das nossas vidas, senão até mesmo diariamente.
Seja numa situação de trabalho, face a um problema, seja numa situação escolar antes de um teste ou até mesmo antes de tomarmos uma decisão importante, todos nós já tivemos sintomas de ansiedade!
Por isso, decidi dedicar o artigo desta a semana a este tema. Vamos então saber mais sobre ele.
O que é?
Existem diversos estímulos que podem despoletar ansiedade desde alterações hormonais, desenvolvimento de doenças, possibilidade de desemprego ou começar um novo trabalho, casamento ou divórcio, momentos de avaliação, abuso de substâncias, acontecimentos de vida inesperados ou geradores de sofrimento, entre muitíssimas outras situações.
Assim, a ansiedade é uma emoção caracterizada por vários sintomas de tensão e apreensão acerca do futuro.
Encontra-se associada a situações (percecionadas) de incerteza ou de perigo que ativam os nossos mecanismos de adaptação, nomeadamente, de luta ou fuga ou bloqueio/evitamento.
Ansiedade Positiva x Patológica
Por vezes, quando falamos em ansiedade atribuímos-lhe uma conotação negativa, no entanto, a ansiedade também é positiva!
Quando experienciamos ansiedade, o nosso corpo liberta determinadas hormonas que nos deixam mais alerta àquilo que está à nossa volta. Deste modo, pode jogar a nosso favor.
Ficamos mais focados, atentos e motivados a agir, a organizar, a planear e orientar com vista a atingir objetivos.
A ansiedade apenas é considerada negativa ou patológica quando deixa de ser adaptativa e começa a interferir com o funcionamento da pessoa.
Para distinguir a saúde da perturbação focamo-nos em três pontos: duração, frequência e impacto.
Se os sinais e sintomas de ansiedade já durarem há muito tempo (várias semanas), se forem frequentes (acontecerem muitas vezes) e tiverem impacto (afetarem) no funcionamento normal da pessoa, afetando o seu trabalho e relações, então podemos estar na presença de uma perturbação de ansiedade.
Nesta altura, a ansiedade não é mais adaptativa e tornou-se patológica.
Sinais e Sintomas
A ação da ansiedade no nosso organismo provoca alterações continuadas no seu equilibro.
Quando falamos de ansiedade positiva, os sinais e sintomas tendem a diminuir após o período desafiante. Já na patológica, estas alterações continuas mantêm-se constantes.
Desta forma, a pequena lista que aqui deixo é meramente exemplificativa, dado os sinais e sintomas de ansiedade serem muitos e variadíssimos.
Nível Físico:
Problemas musculares; fadiga excessiva/constante; tonturas; dificuldades respiratórias; batimentos cardíacos alterados; hipertensão; dores de cabeça; zumbido nos ouvidos; visão turva; sensação de alterações da temperatura corporal; alterações no ciclo menstrual; baixa imunidade; problemas gastrointestinais; bexiga hiperativa; entre outros.
Nível Cognitivo, Emocional e Comportamental:
Perceção de perigo constante; preocupação excessiva; pensamentos intrusivos; sensibilidade emocional; comportamentos de evitamento e isolamento; alterações de memória e concentração; medo de fracassar; dificuldade em estabelecer limites; hiperatividade motora; irritabilidade; roer as unhas, bater com o pé; entre outras.
Procurar Ajuda
Quando os sinais e sintomas de ansiedade são vários, já duram há bastante tempo, são bem frequentes e interferem com a vida da pessoa causando mal-estar e sofrimento, está na altura de procurar ajuda de um profissional.
A psicoterapia irá ajudá-lo a compreender o funcionamento da ansiedade, a regular e lidar adaptativamente com as emoções, identificar os estímulos que despoletam a ansiedade e a adquirir e desenvolver estratégias para diminuir e controlar a ansiedade.
Tratar apenas a sintomatologia não irá resolver o problema, mas sim atenuá-lo, dai ser necessário ir mais longe e aprofundar e trabalhar aquilo que está verdadeiramente na base desta ansiedade.
É por isso que a psicoterapia é um processo de descoberta e desenvolvimento.
A ansiedade pode surgir por diversos fatores e nem sempre conseguimos sozinhos identificar o motivo ou lidar com ela.
Pedir ajuda não é um sinal de fraqueza, mas sim de amor próprio e de necessidade de desenvolvimento.
E tal como em todas as outras problemáticas, quanto mais cedo procurar ajuda, mais rápida e “fácil” será a recuperação.
