Skip to content
Drª Ana Gonçalves
  • Drª Ana
  • Serviços
  • Atendimento Online
  • Preçário
  • Contactos
  • (Meta)Morfoses
  • Search
/ Violência Sexual / By Ana Gonçalves

Abuso sexual e Violação

De cRianças e adolescentes

Infelizmente, a violência sexual está cada vez mais presente na nossa sociedade ou, pelo menos, agora falamos mais sobre este tema.

Anteriormente já falamos um pouco deste tema em adultos, mas ainda não abordamos este tópico em crianças e adolescentes.

Assim, neste artigo falo-lhe um pouco sobre o que é o abuso sexual de menores e a violação, a diferença entre pedófilo e agressor sexual, quais os sinais aos quais devemos estar atentos nas crianças e adolescentes, o momento da revelação e, finalizo, com algumas dicas para proteger as nossas crianças e adolescentes.

Boa leitura!

O que é?

Apesar de falarmos do abuso sexual e violação como sendo a mesma coisa, em termos criminais não o são.

O abuso sexual de menores diz respeito a menores até aos 14 anos de idade e engloba atos de violência sexual como: toques íntimos indesejados (beijar, apalpar, abraçar…), sofrer toques indesejados nos órgãos sexuais ou ser forçado a tocar nos órgãos sexuais de outra pessoa, penetração e ser forçado a assistir ou participar em filmes, fotos ou outros de caráter sexual.

Se o jovem tiver entre 14 e 16 anos de idade, o crime é de atos sexuais com adolescentes e diz respeito apenas a atos sexuais de relevo.

Quanto à violação, já abrange os jovens com 16 anos ou mais e caracteriza-se pela prática sexual contra a vontade da vítima e pressupõe o uso de violência.

pexels-photo-6003572 (1)
pexels-photo-5723260

Basicamente, o abuso sexual diz respeito aos menores até aos 14 anos e engloba uma maior panóplia de violência sexual. A violação é a partir dos 16 anos de idade e diz respeito à prática sexual (forçada) sem consentimento.

Antes de avançarmos, é também importante relembrar que a maioria da violência sexual contra crianças/adolescentes é perpetrada por alguém próximo.

Para além disso, nem sempre há recurso à força física. Alguns agressores sexuais drogam, ameaçam, chantageiam, prometem bens materiais, criam uma relação de amizade ou até mesmo confundem a criança/adolescente misturando afetos positivos com violência sexual (dar um abraço e ao mesmo tempo tocar nos genitais).

Pedófilo Vs Agressor Sexual

Também é comum acharmos que um pedófilo é um violador (por exemplo) e vice-versa. No entanto, estes conceitos nem sempre andam de mãos dadas.

A pedofilia é uma parafilia, é um transtorno psicológico (doença) onde a pessoa se sente atraída por crianças ou adolescentes geralmente até aos 13 anos. É caracterizada por fantasias, desejos, comportamentos sexualmente excitantes que são recorrentes e intensos ao ponto de causar impacto no normal funcionamento da vida da pessoa.

Não existe cura e, por isso, requer um tratamento constante para que esteja controlada.

A pedofilia enquanto doença não pode ser penalizada criminalmente, só quando é exteriorizada, quando pessoa passa para a prática é que está a cometer um crime seja de abuso sexual, seja de violação ou outros.

Assim, nem todos os pedófilos são agressores sexuais, nem todos os agressores sexuais de menores são pedófilos.

pexels-photo-6669931

Revelação

A revelação nunca é um momento fácil, nem para a criança/adolescente, nem para que está a descobrir.

A revelação pode ocorrer verbalmente, mas também através de desenhos ou pela manifestação de sinais e sintomas e a informação que nos é transmitida, algumas vezes, pode não ser muito clara dependendo da compreensão da criança/adolescente.

Aliás, a criança ou adolescente pode não revelar durante muitos anos! Algumas vezes, a revelação só acontece quando a pessoa inicia a sua atividade sexual ou quando se depara com algum acontecimento que a faz reviver as memórias do abuso e a reaparecer a sintomatologia.

Independentemente destes aspetos, existem alguns cuidados que devemos ter.

Não nos devemos mostrar chocados ou exaltados, não devemos julgar, nem avaliar aquilo que a criança/adolescente nos conta, pois pode levar a que se sinta retraída e não faça mais revelações.

Não devemos tecer opiniões sobre o agressor, pois, infelizmente, na maioria das vezes este mesmo agressor é alguém próximo e a criança/adolescente pode tentar defender essa pessoa.

Não devemos desvalorizar qualquer ato de violência sexual. Não é necessário que o ato seja fisicamente intrusivo para ter impacto na criança/adolescente.

Comentários como “E tu não te defendeste?”, “Devias ter dito mais cedo!” ou “Tu também provocaste” são totalmente desnecessários e só irão contribuir para a auto-culpabilização da criança/adolescente.

Acima de tudo, neste momento, devemos mostrar à criança/adolescente que estamos disponíveis para o ajudar e apoiar, reforçando o facto de ter revelado o sucedido.

pexels-photo-7929590

sinais

Existem alguns sinais e sintomas aos quais devemos estar atentos nas nossas crianças e adolescentes e que podem significar a presença de abuso sexual ou até mesmo violação.

Deixo-lhe de seguida uma brevíssima lista com alguns destes sinais e sintomas físicos, psicológicos, comportamentais e sexuais:

  • Ferimentos associados a violência física;
  • Ferimentos nos órgãos genitais, dor, sangramento ou corrimento;
  • Infeções sexualmente transmissíveis ou infeções urinárias;
  • Pesadelos constantes ou excesso de sono;
  • Raiva e agressividade para com o próprio ou para com o agressor ou os demais;
  • Ansiedade e medo constante;
  • Automutilação;
  • Regressão – começar a ter comportamentos de idades mais novas como dormir de luz acesa ou urinar na cama;
  • Isolamento social e desinteresse;
  • Dificuldade em estabelecer relações íntimas e saudáveis;
  • Dificuldade em respeitar limites – não perceber quando alguém não quer ter contacto sexual;
  • Comportamentos sexuais de risco – ter diferentes parceiros, não usar proteção;
  • Curiosidade excessiva ou comportamentos sexualizados;
  • Uso de palavras diferentes das aprendidas/usadas em casa para se referir aos órgãos sexuais…

como proteger

Sabia que a ONU defende que a educação sexual ajuda na prevenção de violência, abuso infantil e gravidez na adolescência? Isto acontece devido a uma maior consciencialização.

Então para protegermos as nossas crianças e adolescentes devemos estar atentos aos sinais e devemos educar e alertar para estas situações.

Entre vários sinais existem sobretudo dois aos quais devemos dar uma particular atenção:

  • Mudança de comportamento repentina e brusca para com determinada pessoa (abusador) reagindo com rejeição, medo ou pânico, não querendo ficar perto da pessoa ou não gostando mais da sua companhia;
  • Proximidade ou interesse excessivo de determinada pessoa para com a criança/adolescente.

E também devemos educar!

É importante que a criança/adolescente veja os pais ou cuidadores como uma fonte de informação e de segurança.

Devemos falar sobre sexualidade, sobre abusos e violações para que possamos explicar o que é e como devem agir.

É importante que saibam que têm direito à privacidade e que ninguém deve tocar-lhes de forma inapropriada e que não há problema algum em recusarem carinho. Muitas vezes, insistimos para que as crianças/adolescentes cumprimentem os outros com um abraço ou beijo mesmo contra a sua vontade, contribuindo para que possam acontecer abusos.

Devemos explicar que existem várias formas de intimidarem uma criança/adolescente a guardar um segredo, mas que não se devem calar independentemente das ameaças.

Deixo-lhe mais algumas sugestões:

  • Dê nomes precisos a cada parte do corpo incluindo órgãos sexuais;
  • Explique de onde vêm os bebés;
  • Estabeleça regras sobre limites pessoais e faça a diferença entre toques aceitáveis e agradáveis e toques inadequados e intrusivos;
  • Reforce a ideia de dizer “não” sempre que a criança/adolescente não se sinta confortável com qualquer toque;
  • Dê orientações sobre como agir face a convites ou toques indesejados;
  • Oriente para o uso seguro da internet;
  • Mostre-se disponível para o informar e apoiar e incuta a ideia de que não devem existir segredos;
  • Conheça bem as pessoas que rodeiam a sua criança/adolescente – a maioria dos abusos é feita por pessoas próximas à criança/adolescente.

A violência sexual em crianças e adolescentes é, sem dúvida, life changing.

Anos mais tarde, pode traduzir-se em automutilações, ideação suicida, comportamentos de risco, depressão, perturbações de humor, perturbações de personalidade, entre muitas outras consequências.

É importante estarmos atentos às nossas crianças e adolescentes, sabendo reconhecer sinais e mostrando-se disponível para apoiar e proteger.

Gostou deste artigo?
Para a semana há mais!

Partilhe com os seus amigos

Facebook-f Instagram
← Previous Artigo
Next Artigo →

entre em contacto connosco

Permita-me acompanhá-lo na sua evolução.

“Não haverá borboletas se na vida não houverem metamorfoses!”

Vamos Falar
Dra. Ana Gonçalves

Telemóvel:

(+351) 913 264 525

Email:
agendar@psi-anagoncalves.pt

Agendamento De consultas
Agende já
Siga-nos
Facebook Instagram Skype Whatsapp
Copyright © 2026 Drª Ana Gonçalves | Politica de Privacidade
| ERS - Entidade Reguladora da Saúde
| Livro de Reclamações
| Ordem dos Psicólogos
Este site utiliza cookies para permitir uma melhor experiência por parte do utilizador. Ao navegar no site estará a consentir a sua utilização.